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  15 de abril de 2013

A VIAGEM DOS QUE NUNCA SE FORAM (PARTE V)


A VIAGEM DOS QUE NUNCA SE FORAM (PARTE V)

                                                                 José Carlos Buch

(Este é um artigo de ficção que tem como único propósito enaltecer e homenagear pessoas que ajudaram a construir e a escrever a história da nossa cidade.  — Em memória dos nomes citados).

A lista de espera de interessados,  suficiente para lotar mais de  um ônibus extra,  era grande e o pessoal do SESC, como sempre,  muito solícitos, se empenharam ao máximo e conseguiram espaço para acomodar mais uma turma de veranistas na colônia de Copacabana. Esse ônibus retardatário, porém, só viajou no dia seguinte,  já que não foi possível reunir  todos os interessados a tempo. A turma, apesar de  bastante heterogênea,  era composta de homens e mulheres, sendo que  praticamente todos se conheciam,  o que tornou fácil organizar as brincadeiras no decorrer da viagem. Cada um levou um prato de salgados e bebidas e, para completar, pintou até um bolo de aniversário, com direito a soprar a velinha e tudo. O SESC disponibilizou uma guia que começou por se apresentar e pedindo que um a um, a partir do primeiro assento, se identificasse com o nome e a atividade profissional que exercia antes de viajar antes do combinado, como diz Rolando Boldrin.  A primeira a se apresentar foi Hilda de Rizzo Hernandes(sra. Gabriel Hernandes), religiosa, generosa e benemérita, era natural de Ariranha,  seguida de sua companheira de viagem Shirlei Menegheli, igualmente muito religiosa e, por anos catequizanda na Igreja Matriz.  Haroldo Gondin Guimarães, se disse mocoquense de nascimento e catanduvense de coração e de direito, posto ter recebido o título de cidadão outorgado pela Câmara Municipal. Declarou-se palmeirense verde(de raiva), amante da natação e professor de educação física. E acrescentou – ninguém pode escolher o lugar de nascimento, mas pode escolher o lugar onde quer viver. Seu colega ao lado,  Alberto Nechar Neto(1942 – 2004), disse do orgulho de pertencer a uma família tradicional da cidade, sendo que exercia a atividade de especialista em mercado exterior, tendo residido algum tempo nos EUA, intermediando venda de produtos brasileiros para aquele país e importação de outros, no sentido inverso. Cid Castilho, tabelião, rábula e autodidata, fez questão de dizer que nasceu Cid Renato Castilho, na vizinha Urupês e, ele mesmo suprimiu o Renato do seu nome, tão logo se alfabetizou,  com apenas cinco anos de idade.  O pai,  que era o titular do cartório, não se opôs. Luis Carlos Buchianeri, com o semblante vermelho por ter que falar em público, declarou que era Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo e chefiou o Posto Fiscal de Catanduva por muitos anos, sucedendo seu colega Antonio Alberto Gonçalves Mergulhão,  agora também  seu companheiro de viagem. Ambos disseram  que se orgulhavam da cidade que escolheram para viver, pelos amigos e pela família aqui constituída e, no plano profissional,  se regozijavam de, na época, superar São José do Rio Preto na arrecadação de impostos devidos ao Estado. Milton Basaglia, disse da honra de ter trabalhado por muitos anos no Posto Fiscal com os dois colegas.  Paulo Merighi, chefe da Agência da Receita Federal, por décadas,  comentou que no seu tempo o “Leão” era mais manso.  Cândido Ronchi(tio Candinho), motorista de caminhão pioneiro da cidade,  contou que as modernas rodovias de hoje nem de longe lembravam as estradas de pista simples, empoeiradas e cascalhadas que exigiam de dois a três dias para se ir e voltar a São Paulo ou Santos. Ducilio Molinari, aposentado do Banco do Brasil e sua esposa Carmem Plandir Gomieri Molinari, muito religiosa e  a primeira bibliotecária da cidade, se disseram felizes pela oportunidade de rever tantos conterrâneos. O casal de médicos Dr. Gilberto Rego e Dra. Maria das Dores Rego, precursores da APAE em Catanduva,  e sua filha Lila, também se disseram felizes por voltar ao Rio com turma tão animada. Aparecida Figueiredo, do Lar da Criança e mãe adotiva de mais de oitenta filhos, se orgulhava de vê-los todos homens de bem e pais de família. Os irmãos Pachá, Anuar(político até n´alma), Aniz(uma simpatia de pessoa),  Wahib e Miguel Pachá, agricultores e comerciantes tradicionais de café, lembravam dos bons tempos do café e da política. Mais ao centro do ônibus, Dr. Alberto Avelino da Cunha e Silva, sobrinho do Padre Albino, médico otorrino fazia companhia ao Dr. José Perri e  lembraram os longos anos em que prestaram serviços no Posto de Saúde da Rua Pará.   Roberto Velossi, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura, que viajou deste plano sem avisar, lembrou da satisfação em rever tantos amigos.  A falante como sempre,  Maria Ângela Soubhia  Lima dividia o banco com a sua mãe Dorothi Soubhia Lima e, logo atrás,  os irmãos Ivo e Milton D´Aglio, respectivamente, professor de educação física e celebre Rei Momo do nosso Carnaval, dividiam um outro banco(continua numa das próximas edições – parte final).

                                                                 advogado tributário

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