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  9 de dezembro de 2019

DE 25 DE MARÇO A 25 DE DEZEMBRO



                                                                           José Carlos Buch

Este artigo foi originariamente publicado em outro periódico no mês de dezembro de 2007, portanto,  há 12 anos atrás, mas se apresenta  tão atual que,   a sua  reprodução se revela oportuna, porquanto o espirito e o comportamento das pessoas nessa época do ano permanecem os mesmos. Confira! – O escritor Frei Beto observou que,  de 25 de março a 25 de dezembro, decorrem exatos nove meses, tempo em que o menino Jesus permaneceu abrigado no ventre de sua mãe Maria. Pena que o 25 de Março é nome da rua mais movimentada em quinquilharias do nosso país e paraíso das compras para onde aportam pequenos empresários e sacoleiros de todos os cantos e de todos os estados. Já o 25 de dezembro, longe de  comungar com o verdadeiro espírito do Natal e,  bem diferente de outros tempos, virou data essencialmente comercial, verdadeiro festival do consumo,  onde o profano se sobrepõe, lamentavelmente, ao sagrado. Isso faz com que muitos de nós, movidos por um sentimento de tristeza, melancolia e perplexos nos perguntemos –  Jesus, o que fizeram com o seu Natal?  Mas, felizmente  há ainda os que sonham com o “papai-noel” e desconhecem essa estranha dicotomia – Natal x consumo excessivo. Nesse time estão as crianças, principalmente as mais pobres que, na sua ingenuidade e pureza e,  embora bombardeadas por anúncios e apelos de brinquedos, jogos e equipamentos eletrônicos veiculados à profusão  pela televisão, não faltando os artigos da moda como  MP3, Ipod, DVD, ainda assim se aventuram a escrever cartinhas ao “papai-noel”, pedindo roupas, sapatos, empregos para o pai ou para a mãe e, se possível um brinquedinho. É claro que chegam também os pedidos absurdos e inexequíveis  desde computador, aparelho de som e até mesmo TV tela plana, mas esses são uma minoria. São centenas de cartinhas à espera dos anônimos “papais-noéis” e, por trás de cada pedido, de cada letra garranchada da criança ou da própria mãe, está o sonho de que o bom velhinho haverá de aparecer durante a noite do Natal trazendo a esperança de emprego aos pais,  a roupinha nova e o tão sonhado brinquedo. É certo que o pedido de emprego nem sempre é atendido, posto que muito além das forças dos anônimos revestidos do espírito de “papais-noéis”,  mas a roupa e o brinquedo invariavelmente são entregues, proporcionando alegria a quem recebe e certamente alegria maior para quem realiza o sonho dos pequeninos, não deixando, assim, morrer a magia do Natal. Se você não quer que o mercantilismo substitua o espírito natalino, vai aqui um recadinho: Ainda é tempo de conquistar um pouco da alegria comungando do verdadeiro espírito de Natal. Basta tão somente ir até ao correio, escolher uma cartinha endereçada ao Papai Noel, dentre as muitas que chegam,  e realizar o sonho de uma criança. Assim fazendo, você poderá estar certo de que o seu Natal e de outro semelhante não será o mesmo. E,  lembre-se que na vida passamos por três fases: na primeira acreditamos em papai-noel, na segunda não mais acreditamos e na terceira somos papai-noel.                 

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