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  17 de dezembro de 2015

FESTAS TRADICIONAIS DA CIDADE – PARTE I


FESTAS TRADICIONAIS DA CIDADE – PARTE I           

                                                                  José Carlos Buch

Recentemente o tema “Festas Tradicionais da Cidade” foi objeto de um trabalho de pesquisa das alunas do terceiro ano do ensino fundamental da escola “Jesus Adolescente”. Digno de cumprimentos a louvável iniciativa  da professora que teve a feliz ideia de lançar aos seus alunos o desafio de pesquisar e conhecer um pouco mais sobre festas que marcaram época em nossa cidade. É bem verdade que,  uma ou outra festa ainda resiste ao tempo e acontece até hoje, talvez sem o mesmo brilho e glamour, mas nem por isso sem a mesma importância. Das festas tradicionais que deixaram de existir, é de se destacar: Carnaval de rua: considerado o melhor do interior – era o tempo da Rua Brasil acolhendo milhares de pessoas espremidas nas calçadas, desde a Praça 9 de Julho até a baixada, para assistir os desfiles dos carros alegóricos, das escolas de samba, do Chico Cano de Haro com a sua boneca maluca, dos blocos animados e dos tradicionais calhambeques e jeeps com motores roncando e manobras até irresponsáveis, mas não se tem noticias de único registro de acidentes. Imperava a alegria e as pessoas aguardavam a festa com muita ansiedade e que lotava os hotéis da cidade com visitantes e turistas.  Baile de fantasias do Clube de Tênis de Catanduva: tradicional,  abrilhantado sempre pela orquestra de Orlando Ferri,  acontecia no domingo de carnaval,  com a entrega da premiação na terça feira(último dia dos festejos). Era muito concorrido e de um glamour invejável. Afloravam  a criatividade e o luxo das fantasias que desfilavam para uma comissão julgadora e deleite dos associados e foliões presentes.    Concurso Bonequinha do Café: Criado pelo Prefeito Antonio Borelli no ano de 1955, era organizado pelo carnavalesco Osvaldo Franzini e coroava a mais linda mulata da cidade. O evento era muito prestigiado e a cada ano uma personalidade de destaque do cenário nacional  era convidada para prestigiar a festa. Mario Américo,  então massagista da Seleção Brasileira, foi um deles,   dentre tantos outros.  Acontecia normalmente no mês de maio, próximo do dia 13. No  início o concurso era realizado no extinto Clube dos Bancários, passando para o Clube dos 300 e,  nos últimos anos no SESC, quando no ano de 1983 deixou de existir.   Baile da Asa: Realizado no Clube de Tênis até a década de sessenta pelo Aeroclube de Catanduva. Bastante concorrido reunia a “nata” da cidade com a coroação da rainha. Baile das Personalidades: Muito chique e glamoroso, era realizado pelos colunistas sociais Lourdinha Fávero e Claudiomar Couto, tendo como palco também o Clube de Tênis, com a conferência do troféu “Dr. Renato Bueno Neto” aos homenageados. Baile das Debutantes: acontecia também no Clube de Tênis. Contava sempre com a presença de uma personalidade em evidência do meio artístico e era organizado pelas senhoras da sociedade Eliana Galvão, Eremi Ceneviva Dantas, Gisele Bucchianeri e Euridice Dantas Bucchianeri. Um dos globais convidado foi o ator Lauro Corona que fez muito sucesso na novela Bete Balanço e que viria falecer de AIDS tempos depois,  em 1989. Concurso Miss Catanduva: igualmente no Clube de Tênis, que levou  Mariluce Facci a conquistar o título de  Miss São Paulo, no ano de 1968, ano em  que Martha Maria Cordeiro Vasconcellos foi eleita Miss Universo.  Desfile cívico de 7 de Setembro: O Tiro de Guerra abria o desfile seguido por todas as  escolas públicas da cidade,  que também desfilavam pela Rua Brasil, com o encerramento sempre aguardado da premiada  banda do Barão(campeã do estado),  comandada pelo competente maestro e timoneiro Washington Luis Pereira.  Tal como no carnaval a festa atraia milhares de pessoas. Baile do Bicho: Tradicional como o é até hoje, promovido pelos alunos da Faculdade de Medicina,  voltado mais para o público universitário. Baile “Sinhá Moça”: Segundo o Clube dos Entas de Catanduva, o baile “Sinhá Moça” era um evento tradicional dos anos 50/60 que acontecia no mês de junho no Ginásio Catanduva. Era realizado na quadra “Roberto Mário Amaral Lima” que existia na Rua Aracaju nº 390, onde hoje está o edifício “Santa Cruz”.  Era promovido pelos terceiros anos do Cursos Técnico em Contabilidade e Normal,  para fazer caixa para a formatura do final do ano. (tem mais festa na coluna do próximo domingo)

                                                                 advogado tributário                                                                                                     www.buchadvocacia.com.br                                                          

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