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  31 de março de 2014

O PESO DA BOLSA FAMÍLIA


O PESO DA BOLSA FAMÍLIA

                                                        José Carlos Buch

Abraham Lincoln, um dos mais notáveis e célebres presidentes dos Estados Unidos, certa vez profetizou: “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Nada mais sábio, pois o poder está tatuado na natureza humana e se faz presente, até mesmo nos casebres, onde o caboclo, “chefe da família”,  além da mulher e filhos para mandar,  tem sempre um ou dois cães para lhes dar ordens. Em nosso país,  os nossos governantes não fogem à regra e,  dificilmente aquele que ingressa na política renuncia à benesses do poder, por mais ralé e pé de chinelo que seja o cargo. Imagine então se este poder for  o de presidente da república? E é de se perguntar:  Como um país que convive com escândalos atrás de escândalos,  envolvendo governantes do PT, as pesquisas revelam  que a presidente pode se reeleger já no primeiro turno? Como explicar que a inflação,  na mesa das famílias é uma,  e os índices oficiais revelam número bem inferior? Como entender que a balança comercial, não fossem  os artifícios contábeis, apresenta cada vez mais desiquilíbrio, o PIB patina  e os índices de desempregos cada vez menores?  Como explicar o aniquilamento do setor sucroalcooleiro, um dos que mais emprega neste país,  que se vê obrigado a trocar seis por cinco na comercialização do álcool, que muda de nome para etanol na bomba do posto,  por conta da política suicida imposta à Petrobrás? Para algumas dessas indagações existem respostas, para outras, apenas pressupostos. A questão da popularidade da presidente, seguramente está atrelada ao programa do bolsa família. Atendendo 45.8 milhões de pessoas(um em cada quatro brasileiro), abrigando 11.1 milhões de famílias(93% chefiadas por mulheres), o programa que custa neste ano R$20.6 bilhões,  garante mais de trinta milhões de votos para o atual governo — qualquer coisa em torno de  23% de todo o contingente eleitoral –. Ou seja, dos mais de 143 milhões de brasileiros aptos a votar, cerca de 33 milhões de votos  são favas contadas para o PT. A inflação, bem,  apesar da seriedade dos nossos órgãos – leia-se IBGE –, o que conta para a dona de casa é o preço dos produtos nas prateleiras do supermercado e estes tem variações significativas, alguns, por força das intempéries: leia-se seca ou excesso de chuva, chegam a variar mais de 300%, caso específico do tomate que saltou de R$0,99 para R$3,49, o quilo,  na banca da quitanda. Quanto a balança comercial, há tempos que o nosso país depende da exportação de commodities para pagar o serviço dos produtos que importa. Por conta disso, o nosso café é exportado cru e em grãos para Itália,  após processado é comercializado em toda a Europa por dez vezes o valor pago ao país produtor. Não menos diferente acontece com a soja,  o milho e outros produtos agrícolas, cujos preços caíram em relação a anos anteriores, sem contar que o nosso principal mercado de manufaturados, veículo, principalmente — a Argentina —  está em crise. Para explicar um pouco mais esse desequilíbrio tem-se o açúcar demerara que, outrora vendido na exportação a R$1.000, hoje mal chega a R$780 à tonelada. Esse fato, atrelado ao absurdo represamento político  do preço do álcool,  explica as razões da  insustentável  dificuldade por que passam as nossas usinas, vistas como patinho feio pelo Governo Federal(leia-se, presidente Dilma). O PIB praticamente estacionado em R$2.3 trilhões,  crescendo menos que o desejado e o emprego em alta, não deixa de ser paradoxal, porém, pode ser explicado pela falta de competividade de nossos produtos no mercado externo, o que torna aquecido o consumo interno que, por sua vez,  se segura nos programas de construção da casa própria, do tipo “minha casa, minha vida”. Algumas pitonisas acreditam que essa bolha do setor imobiliário está próxima de estourar e,  até acreditam que 2015 será um ano emblemático e profético. Outros analistas mais alarmistas,  preconizam que,  passada a euforia da Copa do Mundo,  de tantos atrasos nas obras e desvios de dinheiro público e, por fim,  depois das costumeiras contumélias e  sorrelfas  que caracterizam as eleições,  o país vai começar a cair na real.  Nesse cenário,  a eleição será o  último evento marcante desse ano e, o governo,  saindo na frente com 33 milhões de votos,  só perde o confortável poder que detém,  se a oposição se unir no segundo turno(se houver) e for bastante competente,  a ponto de apresentar ao povo uma  proposta melhor ao país, ou convencer os eleitores, exceção é claro dos beneficiados pela bolsa família,  de que a alternância no poder é o caminho mais indicado para sedimentar e  fortalecer a democracia.  Nesse caso, tomara que o ensinamento de Sêneca: “Defende-se melhor o poder por meio de benefícios do que por meio de armas”, não esteja certo.

                                                                 advogado tributário

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