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  20 de julho de 2018

ORIGEM DOS DITADOS – PARTE I


ORIGEM DOS DITADOS – PARTE I

                                                                  José Carlos Buch

Toda língua é permeada de gírias,  ditados e expressões usadas no dia a dia e algumas são até traduzidas para outros idiomas e adaptados a outros costumes. O que talvez  muitos não conhecem é a origem de determinados adágios,  como, onde  e porque surgiram.   PÉ RAPADO: No Brasil colônia, os endinheirados andavam a cavalo ou em carruagens e os pobres andavam a pé. Como o solo não era calçado, o barro da terra pregava em suas sandálias ou tamancos e,  para entrar em casa ou na igreja, era preciso “rapar o pé” no batente da soleira ou no estribo que ficava próximo à porta,  antes de entrar. Daí os pobres em geral eram chamados de “pé rapado”. AGORA INÊS É MORTA: Inês de Castro (1320-1355), prima do Infante D. Pedro (1320-1367), depois Pedro I, rei de Portugal, era dama de companhia de Constança, esposa do príncipe. – Inês era famosa por sua beleza, de origem Castelhana, mas vivia na corte portuguesa onde tornou-se amante do príncipe herdeiro D. Pedro. O rei Afonso IV, pai de Pedro, insatisfeito com aquela situação, mandou que a recolhessem a um castelo na fronteira com a Espanha, onde a dama continuou a receber notícias do amante. Com a morte de Constança, esposa de D. Pedro, em 1345, o  então príncipe, contra as ordens do pai, chamou Inês de volta e a instalou em sua casa. Eles passaram a viver juntos e tiveram inclusive 3 filhos. Isso desagradava o rei D. Afonso IV, que se preocupava com a origem espanhola de Inês. Aproveitando uma viagem do filho, mais inflamado pelas intrigas que fervilhavam em todo o reino, fizeram o rei D. Afonso decidir matar Inês e seus filhos. Ao tomar conhecimento do crime, o príncipe reuniu seus homens e foi atrás dos assassinos, mas sua mãe o fez assinar com o pai um tratado de aliança que impediu momentaneamente a execução da vingança desejada. Quando se tornou rei, D. Pedro ordenou que se desenterrasse Inês, para que em uma cerimônia fosse coroada rainha mesmo depois de morta e ainda ordenou que todos da corte fossem beijar as mãos de Inês. PAGAR O PATO:  Num conto do italiano Giovanni Bracciolini (1380-1459), um camponês vende um pato a uma mulher em troca de sexo. O rapaz, insaciável, quer mais, mas ela se nega. Aí chega seu marido, perguntando qual o motivo da discussão. Para escapar, o camponês diz que faltam 2 vinténs para completar o pagamento. Preocupado com o jantar, o corno literalmente paga o pato. FAZER UMA VAQUINHA:  Na década de 20, a torcida do time carioca Vasco da Gama bolou um novo jeito de incentivar os jogadores: caso o time vencesse, os atletas levavam 10 mil réis ou “um coelho” (animal correspondente no jogo do bicho), coletados entre os torcedores. No caso de vitória importante, o prêmio era 25 mil, uma “vaca”. TIRAR O CAVALO DA CHUVA: Vem dos tempos em que o cavalo era o principal meio de transporte. Se não tivesse a intenção de demorar, o visitante deixava o animal desprotegido na frente da casa. Porém, às vezes, o anfitrião o convidava para ficar mais, falando para o amigo abrigar melhor o bicho com a frase “Pode tirar o cavalo da chuva”.  BODE EXPIATÓRIO:  Vem de um ritual da tradição judaica, o Yom Kipur (Dia da Expiação). Durante ele, acreditava-se que uma boa forma de se livrar dos pecados. Consistia em depositá-los simbolicamente em um bode, que depois era abandonado à própria sorte para morrer no deserto. Assim, todos estariam livres. Outra versão conta que eram usados dois bodes: o primeiro era sacrificado e o outro atirado de um precipício.  A COBRA VAI FUMAR: A Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou na 2ª Guerra Mundial na Europa, tinha um símbolo inusitado: uma cobra verde fumando um cachimbo. O desenho foi uma resposta à provocação de um jornalista do Rio de Janeiro, que disse que era mais fácil uma cobra fumar que o Brasil entrar na guerra. ESPÍRITO DE PORCO:  Essa expressão está ligada à fama de que porcos são impuros e demoníacos, que vem desde os livros do Antigo Testamento. Além disso, em uma história do Evangelho de São Marcos, no Novo Testamento, Jesus permitiu que espíritos ruins que haviam possuído um grupo de humanos fossem transferidos para uma vara de porcos. (continua)    

Fonte:https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-origem-das-expres-soes-populares-brasileiras/-https://segredosdomundo.r7.com/25-expres- soes-populares-brasileiras-e-suas-origens/

                                                                  advogado tributário

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