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  23 de novembro de 2012

OS INCAS E SEUS MISTÉRIOS – PARTE I


OS INCAS E SEUS MISTÉRIOS – PARTE I  

                                                                 José Carlos Buch

(Q.E.P.D.) que em paz descanse

Para nós brasileiros inconformados, mas acostumados com a sujeira das nossas ruas e calçadas pela falta de educação do nosso povo, o Peru tem muito a nos ensinar. Em Lima e mesmo em Cusco(também se grafa como Cuzco em espanhol) é quase impossível encontrar um papel ou bituca de cigarro no chão. Em contrapartida, o buzinaço no trânsito é algo de dar inveja aos italianos,  que se notabilizam pelo uso indiscriminado e sistemático da buzina. Assim, no Peru, a preocupação com a  limpeza das cidades e o uso intermitente da buzina,  faz parte(e não  “fazem parte” como muitos apresentadores e repórteres consagrados da TV equivocadamente costumam pronunciar)  da cultura do povo. O país foi fundado pelo soldado espanhol  Francisco Pizarro,  que por lá chegou com três navios e 180 homens em 1531. A história registra que o descobridor fez contato com Atahualpa, imperador dos incas, a quem toma como refém no primeiro encontro e depois o mata, abrindo caminho para a conquista da capital, Cuzco, em 1533. Em 1535 funda a cidade de Lima. Lá, manda assassinar seu parceiro Diego de Almagro, com quem se desentendera por causa da divisão dos saques, e é morto por seguidores deste.  O nome “Peru” tem origem controversa: há quem diga que vem de um rio chamado “Pelú”,  descoberto por Vasco Núñez de Balboa e,  há quem afirme que vem do nome de um cacique local chamado Berú (ou Birú), cuja existência foi relatada pela primeira vez em 1514 pelo explorador espanhol Francisco Becerra.  Peru – Na língua inca quíchua, a palavra peru significa “terra de riquezas e esperanças”.  Outra versão aponta uma adaptação do nome de um importante cacique inca – Birú. A capital Lima foi fundada em 18 de janeiro de 1535 e,  segundo o censo de 2007, a região tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes — destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima —, representando aproximadamente 30% da população peruana,  fato pelo qual é considerada, de longe, a mais populosa cidade do país, assim como a  5a mais populosa da América Latina, estando, portanto, entre as 30 maiores áreas metropolitanas do mundo. De vários pontos da cidade, principalmente do litoral,  é possível visualizar, ao fundo, no topo de um monte, um Cristo Redentor que se destaca à noite pela plácida iluminação e,  que é réplica do nosso Cristo —  presente da Construtora Odebrecht que tem interesses no país. Em Lima quase nunca chove,  e  nessa época do ano, todo o período da manhã se revela bastante nublado com um céu carrancudo  e temperatura baixa,  sendo que o sol só começa a despontar sonolento após as 12 horas, se pondo no horizonte por volta das 20 horas. O peruano é de baixa estatura e conserva os traços marcantes dos incas que se caracterizam pela pele escura, olhos puxados, cabelos lisos e escuros. As pessoas são simpáticas e 70% dos turistas são brasileiros, embora nenhum canal aberto e mesmo fechado de televisão do Brasil seja sintonizado nos hotéis que basicamente transmitem canais da Argentina, cuja programação, quando não se constituem dos chatos e intoleráveis  games,  transmitem mesas redondas tratando de futebol, da Argentina, é claro!   Lima difere de outras cidades e capitais litorâneas pelo enorme barranco de quase 100 ms de altura que separa a praia do pacífico(toda em pedra escura) da cidade. É administrada por 23 distritos, cada qual com o seu alcaide (administrador), eleito pelo povo com direito à reeleição. Fica fácil comparar a boa da má administração, pela simples circulação pela cidade. No distrito de Barranco, próximo ao distrito Miraflores(um dos mais charmosos da cidade),  chama a atenção um jovem de aproximadamente 25 anos que,  usando a indumentária de frade,  salta de um penhasco de aproximadamente 20 metros de altura nas águas gélidas do Pacífico e depois vem correndo  recolher um “regalo”   dos turísticas  e contar a história que deu origem ao mergulho. Segundo ele, uma família muito rica adotou uma criança  que se tornou padre, ingressando quando criança no seminário. O então jovem padre acabou se apaixonando por uma jovem a quem lhe confessava os pecados e foram impedidos de viver o grande amor de suas vidas ao descobrirem serem irmãos. Assim, para dar cabo à sua vida, sem se despojar do hábito de frade,  atirou-se ao mar saltando do penhasco que existia no local com quase uma centena de metros de altura. Fato real à parte, o interessante  é que a coragem do frade mergulhador é de dar inveja, não só pela altura do penhasco, mas, sobretudo, pela baixa temperatura do local e da água, sempre inferiores a 10 graus. A cidade é bastante plana e um convite para longas caminhadas. No sentido oposto ao do litoral, seguindo pela Avenida Arequipa, chega-se às ruínas de Huaca Pucllana. No meio de prédios residenciais, este sítio arqueológico serviu como centro de cerimônia da cultura Lima e data de 400 d.C.. Não deixe de incluir em sua caminhada a conhecida Calle de las Pizzas, bem próxima ao Parque Central de Miraflores, e escolha um dos diversos bares e restaurantes deste calçadão só para pedestres. Os preços são praticamente iguais.  Outra dica legal é o restaurante Punto Azul, o melhor custo benefício de Lima, que oferece pratos deliciosos a preços incomparavelmente convidativos, mas é preciso fazer reserva e chegar cedo, pois a fila de espera invade a calçada.  A culinária peruana,  baseada em pescados,  é muito rica e o prato mais tradicional é o ceviche,  que é encontrado em todos restaurantes e petiscarias. Leva filé de peixe cru ao suco de limão e cebolas, acompanhado de milho, abóbora e alface e temperado com sal, alho, cebolinha verde, salsa e coentro(saboroso mesmo para aqueles que não gostam de peixe cru). Os que preferem torná-lo picante,  acrescentam a pimenta vermelha típica do país que queima por pouco minutos, tornando-a bastante tolerável. Para acompanhar, a bebida que não pode faltar é o tradicional pisco sour, considerado uma instituição peruana, cuja receita obtida no  Bar e Restaurante Cordano,  fundado em 1905(patrimônio histórico da cidade de Lima), consiste em: (2 onças) 55 ml de pisco(aguardente de uva); (1 onça) 23 ml de açúcar; (1/2 onça) 15 ml de suco de limão; ¼ de uma clara de ovo; 4 cubos de gelo, tudo batido em  liquidificador. O sabor lembra muito a nossa caipirinha, com a diferença de que a clara de ovo proporciona uma espuma que torna o drink  bastante interessante e diferenciado. (continua numa das próximas edições)

                                                        advogado tributário

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