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  4 de maio de 2015

REFRI, DRINKS E OUTROS QUETAIS


REFRI, DRINKS E OUTROS QUETAIS

                                                                  José Carlos Buch

As bebidas sempre estiveram presentes na mesa e na vida das pessoas. A história registra que a primeira poção alcoólica foi preparada na China, por volta do ano 8000 a.C. A análise de jarros encontrados em Jiahu, no norte do país, mostrou que eles continham um drinque feito de arroz, mel, uvas e um tipo de cereja, tudo fermentado. A civilização dos sumérios (na confluência dos rios Tigre e Eufrates, atual Iraque) aperfeiçoou a fórmula e criou 19 tipos de bebidas alcoólicas – 16 delas à base de trigo e cevada. Estava criada a cerveja. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo (“E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.” Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Contudo, do ponto de vista histórico, a origem precisa do vinho é impossível, pois essa bebida nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que o vinho surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local graínhas datadas entre 7000 a.c. e 5000 a.C.. Por volta do ano 1000 a.C., o álcool já era consumido por todas as civilizações, da África à Ásia, afirma o inglês Iain Gately em seu livro Drink: A Cultural History of Alcohol. Histórias à parte, o fato é que as bebidas podem contar um pouco da história e nos levar à épocas saudosas. Os menos jovens certamente se lembrarão das caninhas:  “Marota” e “Katira”, esta última produzida em Candido Rodrigues e que era vendida nos botecos igual pipoca na porta de cinema,  não só na região como também em Mato Grosso,  onde era líder de mercado e,  até mesmo no Paraguai. Dentre as mais populares cachaças se destacavam  a “Jacaré”, a “Capivara velha”,  a “Pitú”(muito comum na região nordeste),  a “Pirassununga 51” que é imbatível até hoje e a “Velho Barreiro”, esta mais elitizada, além de centenas de tantas outras. No segmento dos betters, quem não se lembra do “Gancia”, Ron Merino”, “Cinzano” e “Carpano”, este lembrava o “Campari”, mas, era mais suave, além é claro do tradicional Martini, hoje em desuso. Muito consumido,  também,  nos botecos como bebida de dose, os conhaques “Dreher” “Palhinha” e o famoso de “Alcatrão de São João da Barra” como era conhecido e que, à época diziam –  “levanta até defunto”-.   As cervejas, além da briga entre “Antarctica” e “Brahma” e “Skol” correndo por fora, existiam outras de menor participação no mercado, como a “Malt 90”, que foi a patrocinadora oficial do Rock in Rio em 1985, contudo,  nenhuma fez tanto  história como a cerveja “Pérola”, cujo sucesso de vendas foi tão estrondoso  que  levou  a marca ao fracasso e, curiosamente a empresa fabricante à falência, por conta da incapacidade de atender a tantos pedidos. De menor aceitação as cervejas pretas, dentre elas, a “Caracu”(existe até hoje), a “Niger” e a “Malzebier”, tal como é hoje. Ah, e os drinks mais populares da época: chuvisco, composto de cachaça com sodinha(dava um fogo danado); cuba libre, uma mistura de coca-cola, limão e rum(certeza de pileque);  rabo de galo, cachaça com vermute(derrubava mesmo) e, é claro  caipirinha com cachaça mesmo! Os refris, tinham outro sabor, tanto que se tornaram inesquecíveis.  Que não sente  saudade do guaraná “Paulista”,  fabricado, salvo engano,  pela Cervejaria Antarctica Paulista de Ribeirão Preto; da “Mirinda”, que era mais saborosa que a “Fanta” e concorria com o “Crush”(deliciosa) e a “Sukita”(que permitia ver um resto de polpa no fundo da garrafa); da cerejinha, fabricada em Rio Claro pela cervejaria Mãe Preta e, finalmente, do “Grapete”(quem bebe grapete, repete, lembra-se?).  Em nossa região,  além do tradicional “De Vito”, cuja soda continua imbatível, existia o guaraná “Pic Nic”,  o guaraná “Righini” e, ainda o “Poty” e o “Ferrari”, ambos de Potirendaba.  Não se tinha o hábito de tomar vinho e a vodca, tão popular e consumidas pelos jovens  nos dia de hoje,  não existia sequer nas prateleiras de bares e restaurantes. Os tempos eram outros e os hábitos também. Mas não importa o tipo de bebida nem a época, beber com moderação sempre foi  sábio e saudável, inclusive quando se trata de refri. Então, tim-tim!!!     

                                                        advogado tributário

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