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  19 de setembro de 2014

SESSÃO SOLENE IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE III


SESSÃO SOLENE IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE III

                                                                  José Carlos Buch

(Este é um artigo de ficção. Seu único propósito é enaltecer e homenagear os vereadores e pessoas que ajudaram a escrever a história do poder legislativo da cidade. Em memória de todos os nomes citados).

Superada a dificuldade inicial com o uso do microfone,  o presidente Cel. Joaquim Ribeiro da Silva observou que muitos outros vereadores acabavam de chegar, por isso retornou a palavra ao secretário para que fosse anunciado seus nomes para ocuparem os lugares que estavam sendo providenciados no plenário que, nessa altura,  já se mostrava pequeno. Pela ordem alfabética os seguintes vereadores recém-chegados foram convidados a se juntar aos demais: Antonio Girol, Bento Geraldo Sales, Crescêncio Fereira Lima, Eduardo Lopes Contreras, Elzo Calegari, Eugênio Grandis, Galdós Ângulos, Geraldo Irineu Trazzi, Godofredo de Oliveira Rosa, Henrique Bayona, Dr.Irineu Pin, Joaquim Alves, José Costa,  José Olimpio Gonçalves, José Rocha, José Serafim, Lourenço Betti, Luizinho Tarsitano, Mário Biral, Miguel Benites Peres, Orlando G. Zancaner, Otávio  T. Mendes Sobrinho, Ovídio Damiani, Pedro Cedin, Pedro de Senzi, Raymundo Lima de Moraes. Completada a chamada,  o presidente retomou a palavra e   começou dizendo da alegria de ter participado da  sessão solene de instalação dessa casa de leis ocorrida no dia 14 de abril de 1918, que teve início pontualmente às 13h00,  no então salão do Clube Recreativo, presidida por Dr. Lafayete Salles, oportunidade em que teve a honra de ter sido eleito presidente e, em seguida dado posse aos seguintes vereadores: Ernesto Ramalho, José Pedro da Motta, Adalberto Bueno Neto, Dr. Nestor Bittencourt e Dr. Francisco de A. Pinto. Recordou-se com saudosismo das inúmeras sessões realizadas no prédio da Rua Alagoas, nº 137, onde em 1.939 começou a ser edificado o prédio da sede da então ACIC(atual ACE), cujo terreno havia sido adquirido em 1935,  pelo  presidente daquele entidade Iran Silva. Observou que,  quando a Câmara foi instalada e por longos anos, contava com apenas seis(6) vereadores(hoje são treze) e, se à época faltava experiência e expediente, sobrava vontade de servir e honestidade de propósitos(muito raro hoje em dia).  Chamou a atenção para a sua foto, a primeira da esquerda para a direita, na parede mural dos ex-presidentes, pelo fato de ter sido retratado de chapéu, acessório indispensável à época,  tal  como o guarda chuva e até mesmo a galocha para os dias de chuva.  Anotou que o primeiro prefeito, o vereador Ernesto Ramalho, foi escolhido entre seus pares e governou a cidade por apenas dois meses, de 14 de abril a 13 de junho de 1918. Frisou que, assim  como os vereadores não tinha nenhuma vivência administrativa,  as dificuldades iniciais do prefeito consistiam em instalar todos os procedimentos da administração pública, tendo como ponto de partida o cadastro do então distrito de Vila Adolpho e a contratação de servidores.  Ressaltou que Catanduva,  na verdade era o nome de dois povoados(Vila Mota e bairro de São Francisco), que ficavam à margem direita do Rio São Domingos e que pertenciam à comarca de Jaboticabal. Já o povoado encravado à esquerda do rio que havia sido elevado ao Distrito da Paz de Vila Adolpho pertencia à comarca de São José do Rio Preto. Lembrou que praticamente todos os registros eram feitos à mão, com bico de pena e que as letras, impecavelmente legíveis, constituíam-se  verdadeiros desenhos que lembravam uma obra de arte. Disse que à época, nem mesmo  o maior dos visionários poderia projetar a cidade tal como é hoje, com seus cento e vinte mil habitante, moderna, bonita e sem perder o encanto de ser hospitaleira, fidalga,  receptiva e aberta a todos,  tal como queriam seus primeiros munícipes, inclusive ele. Disse que permaneceu no cargo por sete anos, por deferência dos demais pares que nunca se interessaram pela presidência. Lembrou que as sessões eram realizadas uma vez por semana, tal como hoje, mas sempre com início às 20h00  e poucos munícipes compareciam para assistir os trabalhos. Sublinhou que, diferentemente das sessões de hoje com pauta e blocos pré-definidos, a formatação da reunião na época era muito simples e os pedidos de melhoria para cidade eram encaminhados ao Prefeito em memorandos manualmente escritos. Poucos eram os projetos de lei, vez que o poder executivo, com a miserável arrecadação que podia contar, pouco podia fazer, tendo que se socorrer da ajuda do governo do estado que, por sua vez, destinava ao interior poucos recursos já que à época não existia o fundo de participação dos municípios, que foi instituído somente  em 1º de dezembro de 1965, através da Emenda Constitucional nº 18. A viagem para São Paulo,  sempre de trem através da  Maria Fumaça  que tinha começado a operar na cidade em 1910, com obrigatória baldeação em Araraquara e Jundiaí,  demorava em torno de quinze horas, mas era realizada com frequência, pois nessa fase de instalação do município a dependência do governo do estado era grande. Destacou que um dos momentos sublimes presenciados por ele foi a instalação da comarca(abrangendo Pindorama, Tabapuã e Ibirá),  que seu deu menos de dois anos após a emancipação política, mais precisamente no dia 7 de fevereiro de 1920, no Clube 7 de Setembro, que veio dar origem ao Clube de Tênis de Catanduva.  Ressaltou que a sensação de voltar a presidir uma sessão da câmara trazia um misto de emoção, nostalgia e alegria e que, difícil se tornava mensurar qual a de maior intensidade. Aplaudido de pé  pelos presentes, não sem antes consultar o diligente secretário,  deu início aos trabalhos com as “explicações pessoais”, lembrando que cada vereador inscrito teria o tempo de quinze(15) minutos para as suas considerações, sendo que os apartes deveriam ser evitados. (continua numa das próximas edições).

Colaboraram com este artigo, Sebastião Dias Filho(Cucão da Classfarm), Izabela Cremonini-Coordenadora de Comunicação Social da Câmara e  Laiér Pereira da Silva (vereador nos períodos de 1973/77 e 1983/1989).

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