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  19 de setembro de 2014

SESSÃO SOLENE IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE VII



SESSÃO SOLENE  IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE VII

                                                                  José Carlos Buch

(Este é um artigo de ficção. Seu único propósito é enaltecer e homenagear os vereadores e pessoas que ajudaram a escrever a história do poder legislativo da  cidade. Em memória de todos os nomes citados).

Antes do presidente dar prosseguimento, pela ordem, o secretário anunciou algumas autoridades que também se faziam presentes. Eram dezenas de catanduvenses que tinham se destacado nas suas respectivas áreas,  das mais diferentes décadas, a grande maioria acompanhados das esposas. No momento em que o secretário anunciava os nomes dos presentes,  foi servido água e cafezinho ao presidente e aos vereadores que ocupavam o plenário.   Dando continuidade o presidente anunciou o pronunciamento do Dr. Constante Frederico Ceneviva, que foi o décimo presidente da Câmara,  no ano de 1961. O vereador Ico, como era conhecido pela população e pelos seus eleitores, dirigiu-se à tribuna e retirando os óculos de acetato e  lentes grossas, dirigiu-se ao presidente e cumprimentando  a todos os presentes, fez  questão de destacar a figura do Dr. Paulo Cretella, seu colega de profissão,  dizendo da sua admiração pela sua atuação como criminalista por longos anos em Catanduva. Também não mediu elogios ao secretário pela sua conduta sempre exemplar  como agente fiscal de rendas do Estado de São Paulo e também como cidadão,  com os olhos sempre voltados para o interesse da cidade. Dirigindo-se ao plenário, notou a ausência de alguns pares e perguntou ao secretário se estes haviam sido convidados, tendo sido informado que sim, embora alguns não tivessem sido localizados pelo fato de estarem longe do alcance dos meios de comunicação disponíveis. Ao lamentar estas ausências começou dizendo que retornava à casa onde passara a maior parte da sua vida, na condição de diretor de secretaria e assessor jurídico e que isso era muito gratificante. Olhando o plenário e a galeria, iniciou sua fala dizendo que fazer política nos dias atuais é muito fácil pelos recursos e suportes que os candidatos dispõe. Destacou que no seu tempo vereador nada ganhava, não dispunha de gabinete e não recebia nenhuma verba de representação para contratar assessor, como nos dias hoje, onde tem vereador que, não bastasse receber muito pelo pouco que faz,  em torno de R$8.000,00 por mês,  para exercer o mandato que se resume em pouco mais de duas horas de trabalho nas sessões de terças-feiras, há suspeita de um ou outro  ainda exigir a devolução de parte do salário de seus assessores – além de quebra de decoro,  um verdadeiro atentado contra a democracia –, finalizou. Após o discurso contundente do vereador e ex-presidente Ico, foi a vez do presidente anunciar a fala do vereador Antonio Fernandes Leão, representante da bancada do antigo distrito de Elisiário. Com a humildade e a simplicidade que sempre o caracterizaram, Sr. Antonio, também demonstrando pouca ou nenhuma intimidade com o microfone e um pouco de nervosismo, já que dificilmente ocupava a tribuna, dirigiu-se a todos e se disse orgulhoso com a sua querida Elisiário que  havia se emancipado no final do ano de  1991 e que, embora não mais existissem  os imensos cafezais,  uma vez que substituídos pelas lavouras de cana, estava orgulhoso da cidade à qual se estabeleceu como comerciante de café por mais de quatro décadas e pode se se dedicar ainda à comunidade durante a sua vereança. Lembrou da importância do então distrito que, à época,  se constituía no fiel da balança de muitas eleições municipais, decidindo muitos pleitos a favor de um o outro candidato, o que mostrava a força política do seu eleitorado. Afirmou se sentir muito contente por ter sido convidado e feliz por rever tantos companheiros de câmara e amigos e arrematou que,  foi uma honra defender os interesses do povo de Elisiário para o qual tinha muita gratidão.  Pela ordem de inscrição, o presidente anunciou a fala do nobre vereador Lúcio Cacciari. Lúcio Cacciari saudou a mesa diretora dos trabalhos e cumprimentou a todos os presentes. Sem perder o seu tradicional senso de humor, comentou que recebeu com surpresa o honroso convite para participar da sessão e, assim poder rever tantos amigos e companheiros de jornada, como também pela oportunidade de relembrar tantas e quantas  empreitadas encaradas nos  velhos tempos que marcaram época e que hoje não passam de registros nos arquivos da saudade. Lembrou que Catanduva sempre foi um pedacinho do céu, mas que hoje, infelizmente esse pedacinho praticamente desapareceu. A falta de um verdadeiro líder no cenário político, capaz de congregar todas as forças e tendências fez com que a cidade perdesse a representatividade que a destacava com um senador da república na década de setenta(Orlando Gabriel Zancaner), um deputado federal(Dr. Armindo Mastrocola), ex-presidente desta casa no período 1956/1968-1962 e  presente nesta sessão, e um deputado estadual (Dr. Antonio Mastrocola – Bacurau). Lembrou que a cidade estagnou por conta de algumas administrações não muito felizes e,  somente após a metade da década passada voltou a conhecer um período de desenvolvimento que, todavia, seguramente  requer continuidade e seriedade, para tudo não voltar a se perder. E completou,  mesmo perdendo parte do pedacinho do céu que sempre foi seu, a cidade continua aprazível e gostosa para se morar,  apesar de alguns dos seus políticos!  E acrescentou — não perco a esperança no céu, nunca perco, mas estou muito triste! (continua numa das próximas edições).

                                                        advogado tributário

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