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  19 de setembro de 2014

SESSÃO SOLENE IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE VIII


SESSÃO SOLENE  IMAGINÁRIA DA CÂMARA – PARTE VIII

                                                                  José Carlos Buch

(Este é um artigo de ficção. Seu único propósito é enaltecer e homenagear os vereadores e pessoas que ajudaram a escrever a história do poder legislativo da  cidade. Em memória de todos os nomes citados).

Anunciado como próximo orador,  o vereador Fuad Bauab,  cumprimentou seu antecessor(Lúcio Cacciari) e se dirigiu à tribuna intrépido, segurando na mão direita  seu tradicional molho de chaves que, como de hábito, era sucessivamente lançado ao ar e amparado. Fez uma saudação carinhosa ao presidente da mesa Cel. Joaquim Delphino Ribeiro da Silva e ao secretário José Marcos e,  dirigindo-se ao plenário confessou ser  o mais catanduvense do que todos os presentes, sem ser formalmente registrado na cidade. Deu uma pausa e esperou a reação das pessoas que, logicamente não foi de aprovação. Adiantou-se a explicar que tendo nascido no dia 28 de novembro de 1916, na então Vila Adolpho, era talvez o único presente nascido anteriormente à  instituição  do município, que foi criado por lei em 14 de novembro de 1917 e só instalado em 14 de abril de 1918. Sublinhou que o povoado no  qual nascera, conhecido como Distrito da Paz de Vila Adolpho,  pertencia à comarca de São José do Rio Preto, mas nunca se considerou riopretense, mas sim um verdadeiro e autêntico catanduvense da gema. Relatou que conhecia a trajetória da casa desde que esta fora instalada em 1918, à época e por muito tempo composta de apenas seis(6) vereadores. Relatou que vivenciou todos os bons e maus momentos desde o surgimento da cidade. Na crise de 1929, tinha apenas 12 anos, mas viu de perto a privação do povo diante da falta de produtos; na revolução constitucionalista de 1932, conheceu inúmeros voluntários que se deslocaram até a barranca do Rio Grande,  para defender as cores do estado contra eventual ataque de Minas Gerais que, incialmente aliado, havia mudado de lado. Afirmou que a partir dessa época passou a dar mais valor ao brasão do estado criado no ano da revolução e que traz o lema “Non Ducor, Duco”(não sou conduzido, conduzo). Enfatizou que viu  crescer e florescer a cidade desde o calçamento das primeiras  ruas; da urbanização e o saneamento do brejo que compreendia toda a baixada do rio São Domingos, principalmente onde é o Parque das Américas. Viu a aproximação  e a unificação dos núcleos urbanos que compunham a então Vila Mota,  São Francisco e a região central e que deram origem à cidade;  da chegada energia elétrica no ano de 1921 gerada por motogeradores instalados pela empresa Elétrica Catanduva que viria se transformar na CNEE  e do primeiro telefone instalado que,  anos depois  ensejou  na criação da Telefônica Nacional Ltda., no ano de 1.940 e  que passou a explorar este serviço, ambas as empresas da família Stéfano; observou que os telefones tinham um, dois e no máximo três dígitos e lembrou de alguns que ainda conservava na memória: Dr. Galdós Ângulo 321(médico), Pedro Monteleone (agência Studebaker 197 e 434, José Antonio Borelli(revendedor autorizado De Soto) 342, Italo Ceneviva(concessionário Dodge) 386, Dr. Walter Luz 182(médico), José De Franchi, 135, A favorita 119 e 391, Dr. Italo Zácaro 313(advogado), Dr. Armindo Mastrocola 9(médico radiologista), Café do Centro 36, Dr. Antonio Zácaro(Totó-engenheiro) 166, Dr. Antonio Mastrocola(Bacurau-advogado) 9, Padaria Minerva 110, Dr. Olavo Barros(médico urologista), 39, Dr. Athos Procópio de Oliveira(médico clinico), 366 e Miguel Elias(rádios e refrigeradores) 344;  viu rodar pela cidade os primeiros veículos Fords fabricados em 1.929; presenciou a construção do primeiro edifício da cidade, que é o prédio da atual FATEC em 1929; presenciou a inversão do sentido de direção das ruas Brasil e Maranhão; acompanhou de perto as andanças do Padre Albino em suas incursões pela cidade, sítios e fazendas para conseguir doações para o hospital que leva o seu nome; temeu pelo pior quando da rebelião contra os péssimos serviços então oferecidos pela CNEE no dia 02 de abril de 1960, que resultou em duas vítimas fatais e onze feridos; estava presente quando da inauguração do aeroclube de Catanduva em 20 de janeiro de 1940 e viu  a decolagem do primeiro “teco-teco”; se fez presente também na inauguração de vários prédios públicos  e eventos marcantes da cidade, inclusive no lançamento da pedra fundamental, em 1939,  do prédio da então ACIC, atual ACE, da qual teve orgulho de ter sido presidente por vários anos; foi grande incentivador do carnaval da cidade tendo sido presidente da COFESCAR por duas vezes;  se solidarizou com amigos e familiares quando da perda de entes queridos, alguns de forma trágica. Ao concluir, disse que tinha orgulho quando reconheciam nele o último arquivo vivo da cidade e,  encerrou sua fala confessando o seu amor pela terra na qual nasceu e escolheu pra viver e arrematou  com uma frase,   lembrando o seu amigo e  professor  Anísio Borges — “Em Catanduva, ninguém sofre sozinho.–” Foi aplaudido de pé por todos os presentes. (continua numa das próximas edições). 

Colaborou com este artigo, Marisa Simão Armiato, eficiente e prestativa secretária da ACE.

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